segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sonho?

Caindo os dentes, é morte. Voando é que você está crescendo. Água limpa é lágrima. Cobra é traição. Não acredito muito em fórmulas prontas, mas eu queria entender os sonhos. Muitos parecem completamente sem sentido e outros parecem que aconteceram mesmo. Já ouvi falar que, às vezes, alguma coisa que você viu ou falou durante o dia, ou até mesmo dias antes, fica armazenadas em um cantinho de seu cérebro e, durante o sono, ela "reaparece". Faz sentido. Sonhei que estava em uma sala de aula antiga (tirei uma foto em uma muito parecida lá em Caruaru no São João). Alguns dos meus companheiros de classe eram Renato Machado, Sandra Annemberg e Joelma do Calypso. (Também faz sentido: ví uma chamada da Globo falando sobre a programação e antes de dormir, um comercial de chinelos com Joelma). Um detalhe que me chamou atenção foi: eu pegava um jornal e comentava com Joelma "O Apartheid foi uma grande estupidez". Ela dizia "É...não gosto nem de comentar" (Deixa eu externar meu preconceito... será que ela sabe o que foi isso?) Bom... parece ter algum sentido... mas tem outra parte bem intrigante... Sonhei também com meu pai. Ele morreu em 2003. No sonho, estavamos eu, minha irmã, meu irmão e minha avô - não sei se materna ou paterna - em uma sala ampla, parcia ser um lugar alto, com janelas e uma porta. Ele estava bem vestido com roupas claras e uma mala na mão. Estava se despedindo da gente. Não disse uma palavra, mas era uma despedida. Todos os outros estavam serenos e pareciam aceitar numa boa. Eu chorava, muito, e mesmo sem dizer nada, não queria que ele fosse embora. Acordei chorando. Sabe quando você acorda e fica se perguntando se foi de verdade ou se foi sonho? Conversei um pouco com um amigo que é espírita, ele me explicou umas coisas, mas ainda tem muitas outras que acredito que ainda não estou preparada para entender. Se é que algum dia vamos conseguir isso...

4 comentários:

Mariah Araújo disse...

Ai que lindo! Não dá para entender mesmo. Nem se a gente tentar!
amo

Clébio Melo disse...

KKKKKKKKKKKK Nem tente entender os sonhos. Eles foram feitos para fugir à previsibilidade do real. Joelma se negando a falar sobre o apartheid é prova... Quanto à segunda parte, isso já me ocorreu, de acordar chorando, tamanha a "realidade" do sonho... É raro para mim lembrar dos sonhos...

Nanda Sales disse...

Oi Gilmara,

só podia ser por aqui, pela blogsfera pra te encontrar. vc nao mudou a cara, portanto nao foi muito dificil de reconhecer. nos fomos alunas do sagrado, nao da mesma turma, na epoca q o sagrado era um colégio sério ;P

gostei do blog, gostei ainda mais do sonho, fiquei imaginando fazer trabalho em grupo com Joelma, já sobre seu pai, as vezes é bom ter a sensaçao de q uma pessoa querida estar mais uma vez presente.

Anita Lira disse...

Pois é, faz pouco tempo q tbm sonhei com o seu pai... e o pq de ter sonhado nao me saia da cabeça, então lembrei q fazia alguns dias q Amélie tinha nascido! E fiquei imaginando a alegria do Gilmar em ser chamado de avô... sei q seus olhos brilhariam e sairia um sorriso sincero, seu sorriso maroto e tímido, sorriso q escondia o q estava sentindo...mesmo qd estava explodindo de felicidade. Mas estávamos falando de sonhar com quem já não está com a gente... vai ver q foi a maneira dele de "dizer" q está sempre por perto.
No meu sonho seu pai queria nos contar algo... e estava mt feliz: estávamos eu, sua mãe, Eneide e Agamenon... e eu olhava pra ele e pensava, acho q o Gilmar não sabe q morreu... mas acordei com uma sensação de saudade, saudade de ver vcs, sua mãe, já faz 7 anos q não vejo sua mãe e a Gisele e... e vc já nem sei mais, acho q 22 anos. Bjs no coração. Te amo mt e sempre peço q Deus esteja iluminando-a sempre. Saudades