Dias de alegria. Dias de muito trabalho. Dias de muita preguiça. Dias de liberdade. Dias de lágrimas. Dias de inquietação. Dias de esperança. Dias de vontades. Dias... Eu? De todos eles!!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Madrugada
Enquanto muitos madrugam
eu, madrugada
O sol levanta
e eu ainda nem deitei!
Um descaço do agito
Um agito na calmaria
Bem que eu sabia que a Física me serviria
"tudo depende do referêncial"!!!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
10...9...8...
Sou péssima em matemática
Mas quando o assunto é contar os dias
Ah, não tem pra ninguém!
Não é só ansiedade, é também otimismo
"Menos um"!!! E sem lamúrias, com sorriso no rosto
A tarefa só não é mais simples porque são muitos calendários
Conto os dias pras férias, pra viajar
Pra ver minha sobrinha nascer, pra estar perto de quem eu gosto
Pra ver aquele projeto concretizado...
Contando, contando, contando...
Essa é uma das certezas que tenho:
Vou estar sempre contando os dias!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Chegar lá...
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Anoitar
No bloco de notas anotas as notas
e notas que notas não vão te fazer lembrar
Estás também a notar que não notastes ao certo o que anotavas
Estavas notoriamente com a mente a vagar
Mas ela não estava vaga, vagava cheia
Noitivagos pensamentos pesados que vagam alados
sem mais nada ao lado, nada...
Vaga e voa, à toa... e vai...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Um alguém
Ele não tinha nem trinta anos, mas a barba há muito por fazer,
os cabelos grande que o boné rasgado não conseguia esconder
e as roupas sujas faziam parecer que sim.
Como companhia apenas uma mochila velha e igualmente suja.
Ou até mais... Parecia ser o seu único pertence...
No meio de um monte de gente que olhava cardápios, conversava e comia, ele apenas estava lá. Sentado.
Ao seu lado tinha uma garrafa com um resto de refrigerante,
por certo já quente e com gosto ruim, e um pacote inteiro de pão. Mofado.
Em momento algum pediu comida. Comeu bastante.
Os que notavam a presença dele alí, ao passar, sempre deixavam um pedaço de tapioca ou o restinho do purê de macaxeira...
Com um único movimento de cabeça e com os olhos... Ah! Como agradeciam!
Ele não fico lá mais que quarenta minutos.
Mas parecia estar perdido em uma eternidade só dele.
Com pernas estiradas e pés cruzados, uma mão sobre a mochila
e a outra segurando a garrafa
ele passou, em alguns minutos, horas olhando pra o nada.
Bom, isso era o que parecia à primeira vista.
Pra mim, ele via um filme.
Não sei se autobiográfico, futurista ou drama.
Sim, ele via muita coisa.
Diferente de uma "doidinha" que passou cinco minutos conversando com o vento e com o pedaço de papelão que carregava,eu não ouvi a voz dele.
E ele parecia não se importar com toda aquela situação.
Parecia, apenas, aceitar.
Isso não aconteceu ontem nem antes de ontem.
Mas, inexplicavelmente, vez ou outra, a imagem daquele homem me volta à cabeça e me faz querer saber: o que será que estava passando pela cabeça dele?
PS.: Esse texto não tem foto porque não tive coragem de tirar... Preferi ficar com a imagem dele fotografada só na minha memória...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Inesperado
Ô coisinha engraçada é essa vida, viu?
No meio de um monte de gente, bebida e música alta
ouço algo de uma pessoa que estava me vendo pela primeira vez... Não foi por falar...
Parecia que já me conhecia...
Eu não sei explicar...
Mas fiquei com o comentário na cabeça...
"Você tem duas coisas muito fortes em você:
seu olhar e seu sorriso,
mas nem todo mundo entende isso.
Da mesma forma que eles atraem, eles afastam..."
domingo, 18 de janeiro de 2009
O escuro, o tempo
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Refletir
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Apertei o botão
Deixar de ir à praia porque acordou às 10h?
F*da-se!
Ficar com peso na consciência porque acordou tarde tendo muito o que fazer?
F*da-se!
Apesar de todos os pesares, deixar de dizer o que dá vontade?
F*da-se!
Deixar de beber com as amigas porque vai trabalhar no outro dia?
F*da-se!
Não ir pra um show depois por ter trabalhado 12h e porque ter pela frente uma semana cansativa?
F*da-se!
Se importar com quem as pessoas na parada de ônibus te olhando só porque você está, nove da noite, de biquini ainda?
F*da-se!
Não detonar quase todo o leite moça à noite?
F*da-se!
Não fazer planos com medo de não acontecer?
F*da-se!
A vida é uma só e passa muito rápido
Joguemos fora metade das coisas que não tem utilidade!
A caminhada vai ser bem mais leve e saborosa...
Vivamos!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Máscara
Fui fugir... me fantasiar de feliz...foi bom...
Encontrei conhecidos, dancei e suei
pra ver se tudo sai no suar
pra ver se passa logo...
Bebi o vinho mais barato como se fosse de safra especial
que jeito de começar o ano!
mas se ele é novo, vou tentar fazer juz
mesmo querendo que não fosse assim
ou que fosse, só que de outra forma
mas já me disseram que eu quero demais
que eu quero tudo
agora eu queria só mais uma coisa...
que o tempo passasse logo...
tô sem chão ainda...
tô buscando fugas, momentos, tudo em vão...
por trás do sorriso que ainda aparece
tem um vazio do tamanho do sentimento que carrego
hj eu ainda tô cansada
e também derrotada no campo de batalha, agonizando
esperando ser salva de vez, ou não...
mas esperando... sempre...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Começo e fim
Onde começa e fim e onde termina o começo?
Será que eles são realmente tão distintos?
A linha é tênue, muito frágil
Aí é momento em que você me diz
"O fim de algo pode ser um outro começo de outra coisa"
Blá blá blá
Será? Será que é tão óbvio e simples assim?
Tem mais entrelinhas do que as próprias linhas
Não faz mal ser um pouco descrente vez ou outra
A descrença leva ao questionamento, o questionamento à reflexão
A relexão leva ao aprendizado, aprender faz a gente viver melhor
O fim de algo pode ser o começo de uma nova espera
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
A dúvida
Iemanjá não quis
Eu ouvi uma vez que o mar só fica com o que é dele
é isso..é que nem a gente...
só o que nos pertence é nosso...
vai ver que Iemanjá não queria o que aquela rosa carregava
às vezes o que é oferecido não é verdadeiro..
não sei se verdadeiro é a palavra
talvez fosse a vontade de quem pede
mas não fosse pra ser "atendido" o pedido
pedimos o que não merecemos...
pedimos o que não é nosso
mas...não devemos desistir..
quem sabe um dia...
talvez o dia chegue
talvez não
tudo pode
tudo pode não acontecer
mesmo assim é melhor ter esperança do que se entregar..
é sempre assim..
nietzsche disse que "alguns homens já nescem póstumos...só o amanhã nos pertence"
mas isso não é se entregar
é se preparar pra tudo que pode acontecer
a esperança continua lá
sábado, 3 de janeiro de 2009
Só mudam os personagens
Quando ví a capa me lembrei de um outro livro que comprei pra dar de presente. Também tinha um casal, tinha algo em vermelho. E claro que o enredo não seria outro: relacionamento. Nos dois casos, comprei-os por causa do título. Não gosto muito de ler sinopses. Coisa de doido né? Quando pego um filme, nunca as leio. Com livro é meio assim também. Acabo comprando quase que por "intuição" (ainda bem que nesse sentido ela tem funcionado!).
Lí quase "numa sentada". Não conseguia parar. Numa das pausas na leitura, pensei um pouco sobre isso. O que é que nos leva a esse envolvimento todo com um texto de outra pessoa? Cheguei à conclusão a gente gosta por perceber que as histórias não acontecem só com a gente. Por mais que sejamos muito diferentes, no fundo, somos mais parecidos do que pensamos, que as coisas não acontecem só com a gente, que todo mundo passa por situações que a gente pensava que só nós passávamos.
A vida não é tão criativa assim... As histórias são mais parecidas do que se pensa. Se não completamente, parte dela. Basta, apenas, prestar um pouco mais de atenção.
P.S.: O livro é "A segunda vez que te conheci" de Marcelo Rubens Paiva.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Gostinho de...
Adoro coisas simples. Ainda mais as sensações que elas trazem. São mágicas, poderosas... Depois de anos sem ir a Caruaru na época de fim de ano, voltei(no natal). Fui ao centro da cidade com minha mãe.Entardecer, sem pressa, sem compromissos de horas marcadas. Paramos pra comer um pastel - desses de vento e cheios de óleo. E paramos bem em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Foi ao redor dela que a cidade nasceu.
Enquanto comia fiquei observando todas aquelas luzes enfeitando a igreja. Paradas ou em movimento. E elas me moveram de volta para minha infância. Lembro de um reveillon que passei em frente àquela igreja. Não lembro o ano. Em volta dela eram montadas várias barracas e o parque de diversão, com todas as atrações que os parques de rua têm. Roda gigante, monga, pula-pula para os pequenos, derrubar doces em prateleiras atirando com espingarda de chumbinho para os maiores, maçã do amor e aquelas bolas grandes e coloridas que mal dá pra carregar!
As ruas estreitas ficavam ainda mais apertadas. Todos escolhiam as melhores roupas, muitas delas compras especialmente para ir à "Festa do Comércio". Depois de passar por alguns brinquedos, quando chegava perto de meia noite ela era o centro das atenções. A igreja iluminada se tornava o símbolo da passagem do ano. No poto, entre uma torre e outra, era colocado o "ano velho". Quando chegava meia noite ele se apagava. Meia noite e um, sob gritos, aplausos e fogos, acendia o "ano novo".
Mais uma vez não vi "2008" se apagar e acender "2009". Mas não é difícil voltar. Basta fechar os olhos. E como é que eu vou saber se "voltei"? Sempre aparece um sorrisinho no canto da boca... simples, mas tão bom...
Assinar:
Postagens (Atom)