quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que pode vir a ser - parte II

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Lembra que eu disse lá em cima que João achava que ele só foi "de Domiciano"? É... era o que ele achava. Para Marta, ele também já tinha sido dela. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Sentado debaixo do pé de Algaroba no descampado João viu uma nuvem de poeira se levantar lá no fim da estrada. Cada vez mais perto. - Num tá com a gota que isso seja um cavalo correndo pra levantar essa poeira toda não... - falou pra ele mesmo em voz alta. Parou de quebrar o galho seco que tava na mão e apertando os olhos pra ver se via melhor ficou se esticando. É quando passa feito lebre correndo no mato aquele bichão preto que logo depois se escondeu de novo atrás da poeira. E João foi atrás. Os pés descalços nem ligavam mais pro calor do chão nem pras pedras da estrada. Com suor escorrendo e respiração ofegante, parou quando viu que tinha uma cerca. Pelas frestas da porteira ficou só olhando a poeira voltar pra onde saiu. O carro parou em frente a escadaria da casa. Nunca tinha aparecido um daquele na região. Se o filho de Seu Neca da Venda visse aquilo ia ficar se roendo... Justo ele que jura que aquele Chevete enferrujado é carro. Primeiro saiu um homem bem vestido. Uma roupa toda engomada que até parecia roupa de ir pra missa no domingo. Ele abriu a porta pra uma mulher com um vestido cumprido, cheio das rendas e dos babados. Bonita ela. Parecia que dentro do carro dela num tinha vento porque não tinha um fio de cabelo fora do lugar. Depois que ela desceu deu a mão pra uma menina e foi aque João coçou os olhos... a boca foi abrindo devagar sem que ele percebesse. Ficou paralisado. - Ouxe... e num é que anjo existe mermo... xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx 00h05

3 comentários:

Sônia Silvino disse...

Olá, Gil! Tudo bem? Vim te visitar!
Bjkas!!!

Nanda Sales disse...

o que pode vir a ser, será!

ah sobre o comentário lá no blog... acho seus cachinhos lindos. Se o meu fosse assim, e na cintura eu teria mais medo ainda de cortar. não mexe neles...]bjocas, valeu pela visita

Marina Magalhães disse...

"Os anjos, de onde vêm"?