segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Calendário

O meu mundo é um eterno carnaval. Vivo de fantasias.
E em meio ao movimento paro e penso, eu minto.
O pior? Pra mim mesma.
Seria melhor ir pro mundo, ver o mundo, até um sub, talvez.
E então volta a sensatez e se vai meu devaneio.
Então tranco a porta e, de frente pra o espelho,
visto a fantasia de novo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ah! Quem dera meu carnaval fosse uma fração infinita de tempo, perdida no meio de sua gaveta de roupas menores. Nossos personagens clânicos não morrem, não envelhecem, não ficam tristes ou se ficam, mergulham numa espetaculosa tragédia cheia de atropelos benditos com tramas mirabolantes, traições superlativas e devaneios viçosos. Nossas máscaras caçoam do tempo e não caem com o acordar do sol, apenas mudam de cor ao som do tic-tac, tica-tac...