
Sexta-feira. 13. Um dia como outro qualquer. Não tenho problema de passar por baixo de uma escada nem vou ficar apreensiva se um gato preto cruzar meu caminho. Também não vou ficar angustiada com os anos que virão porque eu quebrei um espelho. Mas é engraçado como a gente acredita nas nossas próprias mungangas*.
Eu me benzo quando entro no mar (não é nada demais pedir licença ao dono, né?), não deixo sandália emborcada (pra não atrair coisas ruins), não gosto de usar a palavra oposta a "sorte" (acredito no poder das palavras), uso um escapulário que raramente sai do meu pescoço (uma proteçãozinha a mais), não falo o nome da minha sobrinha de 7meses na frente do espelho (dizem que ela pode ter problemas de saúde), quando ouço alguém chamar mas fico na dúvida se chamaram mesmo, não respondo (minha avó diz que é "coisa ruim" chamando, e se você responde não é legal!)
Sabe aquela frase "se bem num fizer, mal também não vai fazer"? Não sou de superstição, mas é melhor não facilitar!!
* No dicionário nordestinês MUNGANGA quer dizer "pantin", que quer dizer "manias", "trejeitos".