quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não arranca pedaço



Antes de mais nada: não sou a melhor pessoa do mundo, não sou "perfeita", nem "a mais" em nada, nenhum sentido. (E pra falar a verdade nem sei se quero, deve ser muito chato.) Mas se tem uma coisa que tem me incomodado bastante nos últimos tempos é a dificuldade (Não sei se essa é a palavra certa. Vou preferir acreditar que sim) das pessoas de admitirem o erro. É um gesto fácil e digno. Detesto quem fica querendo arrumar mil justificativas pra tudo. Tem coisa que sim, independe de você, mas outras não. Basta um "é, errei." Pronto! Não vai cair perna nem braço nem você vai ser uma pessoa menos legal ou inteligente ou esforçada por isso não! Tem um agravante: os casos em que as pessoas, além de não reconhecerem o erro, ficam querendo jogar a culpa em outra pessoa. 

Se, em muitas situações de nossas vidas, em vez de tentar justificar, repassar culpa ou simplesmente colocar pra debaixo do tapete, encarássemos e admitíssemos o erro talvez errássemos menos e a relação entre as pessoas seria mais honesta.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Além do que se vê

Não, o título não é a música de Los Hermanos. Eu vinha pensando nisso hoje enquanto voltava pra casa. Quando você olha pra mim, o que você vê? O que eu sou? O que eu pareço ser? O que você idealiza que eu seja? Fiquei olhando as pessoas nas paradas de ônibus ao longo da Epitácio Pessoa. 


A cada parada escolhia uma pessoa parada e ficava olhando pra ela. Ví um cara com sombrinha na mão e de braços cruzados e cara de bobo. Pensei: esse deve ser filho único ou morar com a mãe, tipo que não faz nada sozinho. Depois olhei uma baixinha, loira com quatro dedos de raiz preta, sobrancelhas grossas e roupas "fashion-populares". Pensei: deve ser do interior, com várias amigas ligadas em moda e quer entrar na onda de uma praia que não é muito a dela. Na parada seguinte ví uma mulher com um menininho de pouco mais de um ano. Magrinha, branquinha e com cara de novinha. Pensei: era a filhinha do papai, CDF da sala e engravidou do primeiro namorado e agora fica só em casa cuidando do filho. 


Aí, foi na parada seguinte, que parei e pensei. O que será que pensam de mim quando me olham por aí, na rua, como fiz com essas pessoas? O que parece pode ser mas pode também só parecer.

PS.:  Aí, claro, depois disso tudo "viajei". E o Epitácio? Que "pessoa" seria? (ai ai... só eu mesmo)

PS 2.: Em tempo: não fico julgando ninguém pela aparência. Foi uma forma que arrumei de passar o tempo e surgiu o questionamento.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Para sempre, para Amélie


Sexta, dez de abril. Nossas vidas estavam prestes a mudar e não sabiamos que seria naquele dia.  Sábado de aleluia virou onze de setembro. O ano: 2009. E sim, o calendário está certíssimo. Na sexta daquele ano o dia seguinte seria só mais um onze de abril, mas às 08h43 o mês virou setembro. Não no sentido da catástrofe, mas da data que, por mais que você queira, não vai esquecer nunca o que aconteceu nela. É um daqueles acontecimentos que você, por mais que tente, não consegue ficar indiferente, não consegue não lembrar  - sim, porque esquecer já são outros quinhentos.  Não. Nada de tragédias. Muito pelo contrário. O onze de abril de 2009 amanheceu alegremente azul para receber a rosa de minha vida. Aquele botão pequenininho, mas que encanta e fica cravado na pele para sempre. 

E eis que o tempo voa e chega 2011. 2 anos. 11 / 04/ 11. Os números, os significados e os simbolismos.  Os fatos. Garanto, minha vida não será mais a mesma. O tempo passa e a certeza de um sentimento forte só se reafirma. As lembranças vão virar carnaval e virão todos os anos.

Será que um dia você vai ler isso? Eim, titia? Então saiba: você é um presente! 
Parabéns arianinha de minha vida!

11/04/2009

PS.: E quando falo em 11 de setembro não é onda não! Olha só isso "8h48 - O avião da American Airlines atingiu a Torre Norte do WTC."  Agora olha o relógio lá em cima.. Quase...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Em todo lugar



Hoje eu me peguei pensando: de onde surgem as ideias? Não sei com você, mas comigo é bem assim mesmo: elas surgem e pronto. Nenhum texto desse blog foi pensado e repensado. As palavras se agrupam de uma hora pra outra na minha cabeça e se eu não escrever logo elas, birrentas, vão embora. Pior, não voltam nem que eu insista muito. As pessoas me dão ideias, as músicas, o tempo, o humor, até a falta de ideia vira uma!! Seja como for, o bom é tê-las sempre. E sabe o melhor? Quando elas fazem o caminho inverso , "dissurgem" e deixam de ser apenas ideias.

sábado, 26 de março de 2011

Precisa mais!


Não. Não sou engajada em nenhuma ONG, nenhum trabalho social, nenhum partido político. Não tenho vocação para isso. Sim. Acredito que isso tenha que ser de coração. Não vale se for só pra fazer a social. Na "Hora do Planeta" não paguei a luz da minha casa - ia ser difícil fazer minha maquiagem no escuro - e não fiquei nem um pouco com a consciência pesada por isso. O que adianta uma hora de luz apagada e várias outras de desperdício? Na minha casa só fica acesa a luz do cômodo em que eu esteja, as luzes são das que gastam menos, fecho chuveiro enquanto me ensaboo, desligo torneira enquanto escovo os dentes, uso pouco o ferro de passar, não jogo lixo na rua, só imprimo o que é necessário. Comecei a separar o lixo reciclável do orgânico. Acho sim que poderia fazer mais, mas faço o que acho que devo fazer. Chega que atos vazios! Atitudes constantes são bem mais validas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Inscontância e circunstância


Quando eu era criança era louca pra quebrar  braço ou perna. Achava o máximo alguém com gesso. Torci o tornozelo, passei quinze dias sem andar com o pé imobilizado e pra nunca mais nem pensar nisso.

Era beem magrinha, só falava em engordar. Comia, comia e nada. Agora engordei, engordei e nada. Nada de emagrecer de novo.

Morava com minha mãe viva dizendo que se pudesse só comia fora. Hoje só como fora e morro de saudade de uma comidinha de panela.

Reclamaaaava mais que tudo que queria morar numa cidade de praia. Faz dez anos que moro. E.. quando foi a última vez que tomei um sol mesmo?

Faz um tempo que eu tava querendo voltar a estudar. Estou fazendo francês. O que meu menos quero nesses dias é ir pra aula.

Quando era universitária passava pelas livrarias babando que nem cachorro vendo os galetos rodando. Agora não vou nem dizer quantos livros tem alí na estante que não lí ainda.

Eu sei bem o que quero agora. Não sei como vai ser depois.

domingo, 20 de março de 2011

Moro, viajo, vou pra show, praia, cinema,
faço compras, passeio, cozinho.
Fazer as coisas sozinha nunca foi problema pra mim.
Mas tem hora que tudo o que não se quer é estar só.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cada canto

Hoje o sol de Olinda começou a sair de minha pele. Cada pedaço que eu tirava lembrava de um momento entre sobe e desce e para.. e para.. e dança e canta e anda.. e bebe e ... e... E rí, e conversa e olha, e vai... e... Cinco dias? Dois me bastaram. O amor é assim! Quem disse que precisa que a pessoa amada lhe traga mil presentes? Basta que ela esteja presente. Ah, eu sou assim. Fico feliz com pouco, me alegro com quase nada e me encho de saudade disso tudo. É, tá bom... já que falei em amor é igual aqueles relacionamentos sem futuro: quando você diz "não volto mais" segundos depois já pensa como vai ser quando voltar. Mas não tem problema não, é assim mesmo: o que é de carnaval é pra terminar em cinzas, principalmente o pensamento de não ir à Olinda ano que vem!

terça-feira, 15 de março de 2011

Poeira


Minha inspiração cheira a cansaço e todas as desculpas agregadas. É um rompante que se perde em fração de segundos, quase o mesmo tempo que os olhos levam para fechar. É o último suspiro do "daqui a pouco" que fica pra amanhã e nunca chega. Minha inspiração cheira a poeira. Entre espirros insistentes, faz cócegas no cérebro, mas fica por alí mesmo. 
Minha inspiração é rede guardada... não serve de nada.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Confesso

Ok. Se era isso que você queria, eu confesso. Sim, traí você, te deixei de lado. Mas espero que você entenda.. ela é um amor antigo, está presente nas minhas melhores lembranças, de uma forma ou de outra. Ela está em minha cabeça, em tudo que vejo... Sei que não precisava de nada disso, que você nunca pediu exclusividade, ao contrário, sempre se deu muito bem com ela... mas te abandonar assim foi demais né? Desculpa, me desculpa... Sei que não tem explicação mas é que ela veio agora de uma forma diferente, foi uma nova paixão à primeira vista e você sabe bem como são essas paixões quando chegam... E já fiz promessas outras vezes, eu sei, não as farei mais. Só peço, letrinha, que você me perdoe. Sei que tenho dado muita atenção a fotografia e esquecido de você, mas vou melhorar viu...