segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Caminho

 Eu acho que é isso mesmo. Às vezes é preciso uns "sacodes" da vida pra nos tirar da comodidade aparente, inércia, letargia até... Sabe a sensação de fazer o jogo da mega - sena, ver que os números foram sorteados mas que você não pagou?  É aquela euforia, planos e ideias... e passou, não deu em nada. Nada não, né? Que sirva pra te mostrar o caminho, te dar a direção, mostrar como chegar "à casa lotérica" e continuar tentando. A gente precisa disso. De um vendaval, de uma goteira pra poder mandar arrumar o telhado que você sempre soube que precisava de um reparo. Eu acreito que cada coisa que acontece tem um motivo. Acho que só preciso acreditar mais em mim.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tem hora que...

             
             Ok que a outra geração queria independência e a minha já nasceu andando em salto alto, passos firmes e sem olhar pra trás. Tudo bem que saí de casa com 18 anos pra morar num lugar que não conhecia nada nem ninguém e depois de muitas "divisões" achei melhor morar só. Não vejo problema em ir ao cinema nem passar cinco dias no Rio de Janeiro sozinha. Não tem isso de se não ter com quem ir à praia e ficar em casa. Já fui sozinha pra um show dO Rappa! Imagina isso?! E digo: que me diverti horrores!!
            Mas tem hora que... nossa... tem hora que dá vontade de gritar: "Eeeei, alguém aí... você que tá passando aí na calçada, tem um minuto pra mim? É que eu não queria ficar sozinha. hoje.." E são tantas rotinas, tantas vidas e seus rítmos próprios que às vezes só ouço ecos. Não, Gilmaras, nenhuma de vocês vai me servir hoje.... Quer saber? Me deixem só um minutinho, por favor. Licença...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O um e o par


Só agora me dei conta
que todo esse tempo
durmo sempre do mesmo lado da cama
tenho duas escovas de dentes no banheiro
duas toalhas de banho "em uso"
Compro dois tipos de suco
E dois de shampoo
Será na esperança de que alguém chegue?
Ou volte?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Foi.




Antes que as fofocas começem a aparecer eu prefiro dizer tudo.

Sim, acabou. 

Foi um relacionamento de um ano que passou voando e como todo relacionamento, com altos e baixos. Alguns momentos eu preferia deletar de minha vida. Mas não posso, eles existiram. Por outro lado, tiveram outros momentos... nossa.. que momentos. Alguns compartilhados com pessoas que amo e outros, muitos outros igualmente deliciosos e exclusivamente nosso, meu e dele. Vários desses momentos foram registrados em fotografias, mas alguns vão ficar apenas na lembrança.

Mas a vida é assim, né? Com a mesma velocidade que chegou, foi embora. E agora um ciclo de fecha. O mais importante que eu queria dizer que eu já estou encantada por outro. Um outro que me oferece possibilidades, mas que também me encanta pelo mistério. Ele me promete mil coisas, mas vou com calma pra fazer com que tudo seja muito bom.

2010... foi ótimo enquanto durou.
2011... vem, cara!  Vem que tô louca pra viver intensamente contigo!!!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Indignação

"Ah, 'alejada' do sangue 'misera'. Só pra atrapalhar o serviço."

Forte isso, não? Feia essa frase, né? Palavras desprezíveis, concorda? Foi exatamente o que ouvi hoje no ônibus vindo pra casa. As palavras saíram da boca do motorista que se achou no direito de culpar uma cadeirante porque o "elevador", aquele que faz com que o deficiente entre no ônibus, quebrou depois de ela ter usado. Não sei você, mas eu acredito no poder das palavras. A que coloquei entre aspas lá na primeira frase, por exemplo, não gosto nem de pronunciar, não gosto quando ouço. Acho uma palavra pesada negativa. Imagine ela ser proferida para uma pessoa que não tem nada com isso, culpa nenhuma, que não pediu pra nascer com uma paralisia... Uma moça que não tinha mais que dezoito anos, com toda certeza, e que só estava querendo ter o direito de ir e vir como bem entender  e como qualquer pessoa que ande sobre suas próprias pernas faz.  Ele falou isso depois que a menina saiu do ônibus, mas não torna a ação menos imbecil.

Se não existe acessibilidade, ela tem que ser criada. Se existe é pra ser usada. Quer dizer então que um ônibus adaptado não pode ser usado por um cadeirante porque "atrapalha o serviço"? Sim, eu sei que nem todos motoristas e cobradores agem desse jeito estupido, mas esse foi um caso que presenciei. Sei lá por quantas situações como esta os deficientes passam.... Fiquei quinze dias sem poder andar este ano. Lesionei o ligamento do tornozelo esquerdo. Pra me locomover, só com muletas e digo pra vocês: passei acho que dos quinze, doze dias sem sair de casa porque era muito ruim andar pelas ruas de muleta. As calçadas quebradas ou desniveladas, batentes altos, uma complicação. E olhe que no meu caso era passageiro, mas imagina quem está preso a uma cadeira de rodas pra  vida toda as dificuldades que enfrentam todos os dias?

Essa  é terceira vez que pego um desses ônibus adaptados. No de hoje, um outro cobrador que estava lá foi quem manuseou o equipamento e com eficiência, mas nos outros dois casos foi preciso esperar cerca de dez minutos para que o cobrador conseguisse controlar tudo e colocar o cadeirante no ônibus. Uma situação constrangedora porque era pra ele saber mexer, os outros passageiros começaram a ficar impacientes e o deficiente tendo que passar por todo o constrangimento de olhares e piadinhas. As empresas precisam treinar melhor seus funcionários para todo tipo de situação. Tratar bem as pessoas não é um favor não. É uma obrigação de todos nós. Você gosta de ser destratado? É o bom "não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você".

Pra completar a frase "primorosa" do motorista o cobrador ainda solta: "se mais algum pedir parada é pra dizer que a máquina quebrou".
Tenha cuidado com o que fala, seu motorista. Você não  sabe o dia de amanhã.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Calendário

O meu mundo é um eterno carnaval. Vivo de fantasias.
E em meio ao movimento paro e penso, eu minto.
O pior? Pra mim mesma.
Seria melhor ir pro mundo, ver o mundo, até um sub, talvez.
E então volta a sensatez e se vai meu devaneio.
Então tranco a porta e, de frente pra o espelho,
visto a fantasia de novo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tenho tempo

Tenho tempo e não tenho pressa...Isso até dobrar a esquina
Basta dormir e já acordo com todo o desespero de quem quer muito algo importante
Tenho tempo e ideias. Talvez falte um pouco de iniciativa, às vezes...
Virginiano é uma raça esquisita, né?
Se algo não está de acordo, todo o resto também não está
Tenho tempo e desejos.
Vontades temosas que dão e não passam
que ficam martelando ritimadas e me deixam descompassada
Tenho tempo e sonhos
Um deles é dizer que não falta mais nada e que tenho tempo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Memórias

              Já imaginou, um certo dia, abrir o olho e perceber que sua mente está vazia, que você não lembra mais de nada? Dá angústia só de pensar. Imagina não lembrar daquele dia que você estava na janela, fazendo uma graça com uma amiga e quando menos espera a "graça" bate à sua porta... Imagina esquecer que depois de horas de conversa você ouve "E são verdes?" e daí começam a surgir músicas e referências aos "olhos de mata atlântica".
          Já pensou não lembrar mais da sensação gostosa de achar bom um dia de chuva, não lembrar da sensação de o mundo parar junto com sua respiração e seu coração quando você recebeu uma mensagem no celular que dizia "Não sei se ainda é você".
        Não quero nem pensar em como seria ter apagado da mente aqueles minutos embaraçosos que antecederam o banho de mar à noite, as garrafas de vinho e as gargalhadas de amigos ligados por algo que nunca saberemos explicar.
        E aquela cena de cinema da qual só se escapou por pura sorte, que ainda gera calafrio só de lembrar e que você tem vontade de um dia contar para os filhos? Nossa, dói só de pensar que ela um dia não esteja mais na memória.  Imagina esquecer as músicas, os silêncios, as risadas, os pensamentos que não precisavam ser completados para serem compreendidos, os textos que se completavam, as palavras rebuscadas e difícies na escrita que significavam o que há de mais simples, a certeza do carinho mesmo com a distância e o tempo fazendo questão de mostrar que existem. Pensando bem, é melhor não imaginar nada disso.

PS.: Tudo isso porque eu ouvi uma música.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Referência


           Fazer um bom texto pra ela é até um pouco de ousadia, por isso eu nem vou tentar. Logo pra ela, dona de alguns dos melhores que já "editei" (sim, porque com texto dela a gente nunca tinha muito trabalho - a não ser ela 5.693 falas que ela chamava em uma reportagem de um minuto e meio), que inspira quem chega, que encanta quem assiste com palavrinhas que parecem pinturas.

          Foram dez anos num lugar em que geralmente se passa mais tempo do que na própria casa. Mas chega uma hora que é preciso fazer escolhas. E isso me fez pensar. Todos os dias são os mais impotantes de nossas vidas, todos os dias precisamos fazer pequenas escolhas que ,sim, influenciam no que vamos fazer na hora, no dia seguinte. E tem um dia que chega a hora de fazer um escolha que vai mudar a vida. Mas quer saber? Que bom que esses dias existem porque nos faz perceber que somos capazes de enfrentar desafios. Dani vai começar mais um e tenho certeza que vai ser trilhado com muito talento, que, por sinal, ela tem de sobra!  

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Só meu


O mundo a minha frente é uma grande fotografia.
Tudo se move em imagens estáticas,
congeladas para sempre ao meu modo,
como minha retina escolheu.
O mundo ao meu redor é música.
Sons que começam em qualquer caminho
 e que já pode ser diferente ao
fazer a curva.
O meu mundo é um filme.
Clichês e planos antiquados que vivo
 e vendo como se tivesse descoberto a luz.
O meu mundo é uma dança.
Balanços e rítmos que pulsam aleatórios
e que seguem o instinto de olhos fechados.
O meu mundo é uma paleta de pintura
com cores vivas e vibrantes como o preto.
É o som do silêncio, é o movimento do sono,
é o barulho do que se vê, é ver a cor na transparência.
Meu mundo é a minha obra de arte e eu faço parte dele.